Nível de Indicador
Texto do indicador
Indicador Objetivo
COMO RECOLHER E ANALISAR OS DADOS NECESSÁRIOS
Determine o valor do indicador utilizando a seguinte metodologia:
1) Defina um número limitado dos conhecimentos e/ou competências mais importantes que se espera que os participantes utilizem após o apoio prestado pelo programa « projecto ». Certifique-se de que os conhecimentos e/ou competências selecionados são relevantes para o que os participantes podem, de forma realista, utilizar no seu contexto.
2) Defina o período de referência durante o qual se espera que os participantes tenham utilizado os conhecimentos e/ou competências selecionados. Certifique-se de que os participantes terão tido uma necessidade ou oportunidade realista de os utilizar durante esse período.
3) Decida como irá avaliar se os participantes utilizaram os conhecimentos e/ou competências pré-definidos durante o período de referência estabelecido no passo 2. Analise as seguintes abordagens e selecione a(s) opção(ões) mais adequada(s) ao seu contexto:
Entrevistas estruturadas:
Realizar entrevistas com uma amostra representativa de participantes. Pergunte : «Pode dizer-me quais dos seguintes conhecimentos ou competências utilizou durante [especificar período de referência] após [especificar projecto actividade ]?»
As opções « resposta » devem corresponder às opções que definiu no passo 1 acima. Inclua também uma opção «Outros – especificar: ……...». As respostas registadas na categoria «Outros» não devem não ser contabilizadas no cálculo do indicador, mas podem fornecer informações adicionais úteis.
Pergunta: «Utilizou algum outro conhecimento ou competência abrangido pelo [especificar o actividade] durante este período?»
Por fim, verifique se as pessoas utilizaram realmente os conhecimentos/competências que referiram, perguntando: «Pode dizer-me, por favor, como e quando utilizou [especifique o conhecimento/competência referido]?»
Observação direta: Sempre que possível, observe se os participantes utilizam corretamente as competências visadas, recorrendo a critérios pré-definidos, quando for o caso. Em alguns contextos, é possível analisar registos escritos que demonstrem a aplicação dos conhecimentos/competências transmitidos.
Outra pessoa relata: Em alguns contextos, pode ser possível entrevistar supervisores, colegas ou membros da comunidade para saber se observaram o participante a utilizar os conhecimentos ou competências relevantes.
4) Definir antecipadamente um critério mínimo para determinar quando se considera que um participante utilizou os conhecimentos e/ou competências. Dependendo da intervenção, o critério pode especificar:
o número mínimo de conhecimentos ou competências essenciais que devem ter sido utilizados;
a frequência mínima de utilização, por exemplo, «pelo menos duas vezes durante o último mês»; e/ou
prova de que uma competência foi aplicada corretamente.
Certifique-se de que qualquer padrão que definir seja facilmente mensurável e realista. Considere envolver um formador ou outra pessoa que compreenda o que se esperava que os participantes aprendessem. Faça um teste prévio e ajuste-o, se necessário.
5) Recolher os dados necessários num momento adequado após o projecto actividade , utilizando o período de referência definido no passo 2.
6) Para determinar o valor do indicador:
contar o número de participantes avaliados que cumprem o critério mínimo de utilização definido no passo 4;
dividir este valor pelo número total de participantes avaliados em relação aos quais foi possível determinar se o padrão foi cumprido; e
multiplique o resultado por 100 para o converter numa percentagem.
Registe separadamente o número de participantes em relação aos quais foi não possível determinar se os conhecimentos ou competências foram utilizados.
DESAGREGADO POR
Estes dados podem ser desagregados por género e faixa etária e, se for relevante e viável, também por tipo de apoio recebido, situação de deficiência e outros critérios relevantes.
COMENTÁRIOS IMPORTANTES
1) Sempre que possível, avalie os conhecimentos/competências relevantes antes e depois do projecto actividade. Os dados de referência também podem ajudar a orientar a conceção de atividades de reforço de conhecimentos/competências do projecto.
2) Decida se o indicador irá medir a utilização de conhecimentos/competências provenientes de uma única projecto actividade (por exemplo, uma formação) ou o efeito cumulativo de várias projecto atividades. Aplique esta definição de forma coerente ao selecionar os conhecimentos/competências a avaliar e ao questionar os participantes sobre a sua utilização.
3)Certifique-se de que os participantes tiveram uma necessidade ou oportunidade realista de utilizar os conhecimentos/competências durante o período de referência. Se não tiverem não tido essa oportunidade, um valor baixo do indicador poderá não refletir a sua vontade ou capacidade de aplicar o que aprenderam.
4) Certifique-se de que a recolha de dados avalia a utilização efetiva dos conhecimentos/competências, não e não apenas a intenção de os utilizar. Peça aos participantes que apresentem exemplos concretos de como e quando os utilizaram. Sempre que possível, cruze as informações fornecidas pelos próprios participantes com observações, registos ou informações de outras pessoas, a fim de reduzir o enviesamento de desejabilidade social.
5) Se possível, repita a avaliação ao longo do tempo, por exemplo, uma vez pouco tempo depois do actividade e novamente alguns meses mais tarde. Isto pode revelar se a utilização dos conhecimentos/competências é sustentada, em vez de ocorrer apenas pouco tempo depois do actividade.
6) Pergunte também como e por que razão os participantes utilizaram — ou se não utilizaram — os conhecimentos/competências. Isto pode ajudar a identificar os obstáculos e os fatores facilitadores da aplicação e a avaliar se o apoio da projecto foi relevante para as necessidades dos participantes.
Indicadores setoriais relevantes
Considere também utilizar os seguintes indicadores:
Aumento dos conhecimentos/competências (avalia se a aprendizagem pretendida ocorreu, antes de avaliar se esta é aplicada)
Prevalência de obstáculos à mudança (ajuda a explicar por que razão os participantes podem saber o que fazer, mas não não o aplicam na prática)