Nível de Indicador
Texto do indicador
Indicador Objetivo
COMO RECOLHER E ANALISAR OS DADOS NECESSÁRIOS
Determine o valor do indicador utilizando a seguinte metodologia:
1) Defina os hábitos alimentares cujo conhecimento pretende avaliar. Defina os hábitos alimentares cujo conhecimento pretende avaliar. Concentre-se apenas nos hábitos alimentares adequados que a intervenção irá promover ativamente ou que já promoveu ativamente. Não inclua não uma vasta gama de hábitos alimentares nos quais a intervenção se tenha não centrado de forma significativa, pois isso tornaria o indicador menos útil para avaliar os resultados da sua intervenção.
2) Para cada prática selecionada, elabore um questionário simples questão que avalie se a mulher tem conhecimento dessa prática. Formule as perguntas de forma neutra e não sugestiva, de modo a que não não sugiram a resposta esperada ou «correta» resposta. Defina antecipadamente quais as respostas que serão consideradas como indício de conhecimento de cada prática. Exemplos de perguntas incluem:
Achas que as mulheres devem ou não não amamentar quando estão doentes?
Durante a gravidez, as mulheres devem comer menos, mais ou a mesma quantidade de comida que antes?
3) Defina o número mínimo de práticas promovidas que uma mulher precisa de conhecer para atingir o limiar do indicador. Por exemplo, se forem avaliadas seis práticas, poderá definir o limiar como o conhecimento de, pelo menos, quatro dessas seis práticas. Defina este limiar antes de analisar os dados recolhidos.
4) Realizar entrevistas individuais com uma amostra representativa das mulheres em idade reprodutiva abrangidas pelo estudo, utilizando as perguntas elaboradas na etapa 2.
5) Para cada mulher entrevistada, determine quantas das práticas avaliadas ela conhece. Em seguida, determine se ela cumpre o limiar definido no passo 3. Por exemplo, se o limiar for o conhecimento de, pelo menos, quatro das seis práticas, uma mulher que conheça quatro, cinco ou seis práticas cumpre o limiar.
6) Para calcular o valor do indicador, divida o número de mulheres entrevistadas que cumprem o limiar pelo número total de mulheres entrevistadas. Multiplique o resultado por 100 para o converter numa percentagem.
Por exemplo, se 75 das 100 mulheres entrevistadas tiverem conhecimento de, pelo menos, quatro das seis práticas alimentares promovidas, o valor do indicador é de 75%.
DESAGREGADO POR
Estes dados podem ser desagregados por faixa etária, exposição à intervenção, área geográfica e outras características relevantes para o programa.
COMENTÁRIOS IMPORTANTES
1) Ao comparar resultados ao longo do tempo, utilize as mesmas práticas, perguntas e limiares em cada ronda do inquérito.
2) Embora sejam as mulheres que assumem a maior parte dos cuidados com as crianças pequenas (pelo que a sua sensibilização é, por isso, essencial), as suas práticas efetivas podem também ser influenciadas por outros membros da família e da comunidade, tais como maridos, sogras, curandeiros tradicionais ou outras pessoas influentes, dependendo do contexto. Por conseguinte, as intervenções eficazes têm de influenciar e também avaliar a sensibilização destas pessoas. Por isso, recomenda-se vivamente que se utilizem também algumas das seguintes modificações deste indicador:
- % de maridos que conhecem pelo menos X de X práticas alimentares
- % de sogras que conhecem pelo menos X de X práticas alimentares
Indicadores setoriais relevantes
Considere também utilizar os seguintes indicadores:
Dieta Mínima Aceitável (útil nos casos em que a intervenção promove práticas de alimentação para crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 23 meses)
aleitamento materno exclusivo Menos de seis meses (útil nos casos em que a intervenção promove práticas de amamentação)
Pontuação da Diversidade da Dieta das Mulheres (útil quando a intervenção visa melhorar os hábitos alimentares das mulheres)
ACESSO A ORIENTAÇÃO ADICIONAL
- FAO (2004) Guia de Nutrição Familiar - Parte I (.pdf)
- FAO (2004) Guia de Nutrição Familiar - Parte II (.pdf)
- OMS (2013) Ações Essenciais Nutrição (. pdf)
- OMS (2023) OMS Orientação sobre a alimentação complementar de bebés e crianças pequenas dos 6 aos 23 meses de idade (.pdf)